Relato do meu parto

segunda-feira, 17 de agosto de 2015
postado por Tatiane K.

Ah, como eu queria iniciar esse post falando que consegui um Parto Humanizado dentro de um ambiente hospitalar. Infelizmente meu Plano de Parto não foi respeitado pelo Obstetra de plantão.

Antes de falar sobre o meu parto, um breve resumo de cada tipo de parto "normal":

Parto normal: Nascimento por via vaginal, com procedimentos que podem trazer mais malefícios do que benefícios para a mãe e o bebê. Exemplos: uso de ocitocina sintética, episiotomia de rotina e ausência de dieta no trabalho de parto (em que mãe fica sem comer durante o trabalho de parto. Atualmente, pelas evidências científicas isto deve ser banido ou evitado).

Parto natural: Parto sem as intervenções anteriores e que respeite a fisiologia do parto.

Parto humanizado: Parto que além de respeitar a fisiologia da mulher e do nascimento preza pela conduta multidisciplinar, ou seja, a mulher escolhe por meio do plano de parto as pessoas que estarão junto a ela nesse momento, métodos de alívio de dor, o ambiente e a forma como quer estar e agir. Neste parto a mulher e a família são empoderados e determinantes de seus próprios cuidados junto a equipe de sua escolha.

Agora sim, ao relato do meu parto. 

Usando as fases do trabalho de parto da imagem abaixo, vou descrever como foi o meu, fase a fase
Imagem do instagram

  • Pródromos:
Esta fase está registrada no post 36 semanas de gestação. Nem imaginava que o parto estaria tão perto. Naquele momento, achei que era só contração de treinamento. Mas, aí vieram as outras fases.


  • Fase latente:
Esta fase eu senti um dia antes do nascimento da Lara. Detalhes no post 36 semanas + 2 dias de gestação.

  • Fase ativa:
Tive a consciência desta fase quando tentei dormir no domingo à noite e não consegui ficar deitada. Fomos, eu e meu marido Ricardo, para o hospital as 02:30 da madrugada de segunda-feira dia 13 de julho de 2015. Quando estávamos saindo de casa o Ricardo foi muito rude comigo, não gostou que chamei a doula, pois não era nada. Lembro que chorei, fiquei triste. Eu sabia que a hora tinha chegado, mas o maridão não acreditava em mim. Depois da avaliação fui internada as 03:11 com 6 cm de dilatação. Fui encaminhada para a Sala de Parto. Tive sorte, pois consegui a única sala de parto com chuveiro. Estava feliz, tudo estava ocorrendo bem: meu obstetra estava de plantão, entrada da doula, sala de parto com chuveiro, e respeito aos itens do meu Plano de Parto:

- Presença de meu Marido e Doula;
- Sem perfusão contínua de soro;
- Liberdade para: beber água e sucos enquanto seja tolerado; caminhar e mudar de posição; uso ilimitado da bola e chuveiro;
- Analgesia: não quero que me ofereçam anestésicos nem analgésicos. Pedirei se achar necessário.

A enfermeira me levou para o chuveiro, acertou a temperatura da água e conversamos um pouco sobre o parto. As 03:40 a Doula Eloiza chegou na Sala de Parto e ficamos conversando. Eu estava sentada em uma cadeira embaixo da ducha, a dor era aliviada. Estava rindo e feliz neste momento.

Por estar com 36 semanas + 2 dias de gestação a enfermeira comentou que talvez o item abaixo do plano de parto não seria possível cumprir:

O bebê ficar comigo o tempo todo, mesmo durante a avaliação de saúde e os exames;

Por ser prematura poderia precisar de algum procedimento, mas a enfermeira não precisava falar comigo daquela maneira, foi infeliz. A amamentação e o contato pele a pele são ainda mais importantes em bebês pré-termos, obviamente que se houvesse necessidade de aquecer mais o berço já estava na sala de parto. A pediatra Dra. kelly Oliveira escreveu um post muito interessante para esses casos: Mais amor, por favor – Humanização na saúde e método Canguru. Ela cita evidências cientificas do benefício do método Canguru. Um dos estudos que ela cita no post é da Acta Paediatrics em 2004, por Bergman NJ e colaboradores demonstrou que o contato pele a pele versus incubadora convencional demonstrou melhores parâmetros fisiológicos nos bebês que tiveram o contato pele a pele.

Depois fui para a bola de pilates e fiquei intercalando entre a bola e ficar de pé das 04:00 até as 05:00 horas. Realmente, ficar sentada na bola ajuda muito no alívio da dor, juntamente com o apoio do Ricardo. Falando em marido, ele me surpreendeu na hora do parto, achei que ele ia fugir (risos). Sempre falava que ia ficar num canto sentado e que qualquer coisa sairia da sala. Eu pensei ele ia correr ao me ver sentindo as dores no momento da contração. Ficou comigo o tempo todo e acho que sentiu mais as dores do que eu. Hoje, eu já esqueci as dores, mas ele diz que ainda sente tudo. O registro do momento abaixo foi as 0
4:37. Não lembro exatamente o momento, mas houve uma "reconciliação de casal". O Ricardo pediu desculpas, e ainda perguntei: "Por que está pedindo desculpas?" Nem lembrava mais. Disse que devia ter acreditado em mim quando disse que o momento tinha chegado. Entendi o motivo dele de não acreditar em mim. Quando estava grávida de 3 meses fomos até o hospital com sangramento fortíssimo, o Obstetra de plantão não quis me atender e pediu para ficar em casa dormindo. Os detalhes desse episódio eu detalhei Aqui. O Ricardo achou que o episódio iria se repetir.


A posição em pé também ajudava no alívio da dor. Registro das contrações as 04:55.



Massagens do marido. Aproveitei!



Fui obrigada a deitar quando faziam o exame de toque. Era o pior momento. A dor se multiplica por 10, pelo menos. Não entendo porque ainda insistem em fazer o parto deitada. Eu testei e senti que todas as outras posições são melhores do que ficar deitada. Por que não respeitam a lei da gravidade?

Até comentei com o Ricardo, como uma Obstetra mulher que já teve um parto normal, pode querer que as outras mulheres parir na posição deitada. Eu não consigo entender isso. Obstetra homem nunca pariram, então não sabem a intensidade da dor em cada posição.

Estava cansada, fiquei um pouco deitada recebendo massagens nos pés. Registro, as 05:40.


As 07:00 acabou o plantão do meu obstetra no hospital, fiquei torcendo para ser atendida por um obstetra humano. Pensamento positivo sempre!

  • Fase de transição
Eu senti esta transição. Foi muito curioso. Eu estava em pé, quando senti algo diferente e a doula Eloiza percebeu na minha fisionomia que algo mudou. Não sei escrever com palavras, entrei em transe. Como se fosse o meu extinto animal tomando conta de mim. A parte consciente e racional deixa de prevalecer. Antes de entrar nessa fase, eu pedi para que a Eloiza não me deixasse desistir. Teve outro momento quando estava deitada também pedi para não me deixar desistir. Pois nessa hora de covardia temos a vontade de desistir, de pedir cesárea ou outras intervenções.

Depois de um toque, estava bem cansada, a dilatação estava em 8 cm e o novo obstetra já tinha entrado em cena, eu levantei porque deitada estava doendo muito mais. A Eloiza perguntou se poderia caminhar ou sentar na bola e eu não conseguia responder, estava bem confusa e eu disse: "Eu não sei de nada, não sei mais nada!" Ela sugeriu que fosse pro chuveiro mais uma vez pra ver se eu me animava um pouco. No chuveiro fiquei uns minutos, a dor era forte e vocalizei bastante. A Eloiza pediu que eu deixasse fluir, que não segurasse. Naquele momento eu comecei a soltar os sons que estava precisando, aqueles sons que a equipe odeia ouvir, que mandam a mulher ficar quieta. Depois que saí do chuveiro ela pediu que eu pelo menos balançasse o quadril de um lado para o outro, por que estava sentindo dor na bola e não queria se movimentar muito. Logo depois veio um comentário: "Eu não aguento mais!" E a Eloiza disse: "É isso Tati, você não tem que aguentar nada, se entrega, pare de aguentar!"

  • Período expulsivo
Eu estava em pé balançando o quadril e falei para a Eloiza que estava sentindo ela bem embaixo. Nesta hora o Ricardo estava no banheiro. A Eloiza ficou comigo tentando fazer o que o Ricardo fazia, a única coisa que eu queria, a mão dele suave na sua pele. 

Nesse momento eu apoiei na cama e gritei: “Ela está nascendo!” Foi quando a Eloiza viu a bolsa íntegra nascendo. Ela ficou parada com as mãos embaixo, quase encostando na bolsa e disse: "Eu estou aqui, estou segurando!" Eu fiquei preocupada e dizia que ela ia cair. Ali mesmo, a Eloiza falou: "Enfermeira está nascendo!" Puxou a banqueta de cócoras e me ajudou a sentar, o Ricardo veio do banheiro nesta hora. A Enfermeira chamou o obstetra e falou que eu estava na banqueta, ele na mesma hora mandou que me colocassem na mesa, falou que não podia nascer ali. A bolsa rompeu só no momento em que eu consegui me posicionar na cama conforme o obstetra ordenou. A bolsa estava saindo íntegra, não havia estourado. 


Acenderam todas as luzes e se formou uma platéia na minha frente. O trabalho de parto que estava caminhando tão bem, retrocedeu. Me senti muito mal, super desconfortável. 

Item do Plano de Parto que não foi cumprindo:

Prefiro banqueta de cócoras e aceito sugestões, caso as posições tentadas não funcionem;

Começou o festival de grosserias. Primeiro, o obstetra queria fazer a episiotomia para acelerar o parto. Ele disse que tinha muitos atendimentos para fazer e que não podia perder muito tempo comigo. Se ele tivesse me deixado na posição de cócoras, iria nascer bem rápido, eu sentia isso. 

Mesmo assim não deixei fazer a episiotomia. O obstetra argumentou que eu usaria fraldas geriátricas para sempre acabando com a minha vida. Eu respondi que assumiria o risco. O corpo é meu e sou que decido o que faço com ele. Além de desmontarem o ambiente aconchegante que estava, montarem um teatro ridículo como se algo perigoso fosse acontecer, o obstetra fez questão de dizer que ia demorar porque eu escrevi no plano de parto que queria que a placenta saísse naturalmente, com o auxilio da amamentação. Depois de umas duas contrações naquela posição, ele disse: "Vamos fazer a coisa do meu jeito?" E pediu para eu fazer força quando viesse a contração mas sem fazer nenhum barulho. Batia o pé no chão, mexia nas tesouras, não sabia onde colocar a mão, mandou eu parar de gemer, fazer força cumprida sem soltar nenhum som senão não ia nascer, cada força que eu fazia ele dizia: "Não, sem gemer!" Colocou algumas vezes a mão no meu períneo e dizia: "Acho que teu períneo é bom." - Achei horrível isso, o que seria um períneo ruim e isso não é coisa que se diga, concordam?

Lembro que fiquei uma hora deitada. Achei que não iria mais conseguir. E o obstetra ficava reclamando que estava demorando para nascer. Como querem fazer parto humanizado na instituição onde eu estava, se não podem esperar a natureza da mulher? Como ter somente um obstetra de plantão para fazer todos os partos e atendimentos em geral? Será que alguma vez o banquinho de cócoras já foi usado?

Meu emocional estava abalado e do Ricardo, nem se fala. Basta olhar a fisionomia na foto.


Nossa! Realmente, parir nessa posição deitada é terrível. A touca caiu, fiquei descabelada... foi a pior hora do parto. Eu olhava para o relógio da parede vendo o tempo passar e vendo a pressa do obstetra. Eu não conseguia parir com tanta pressão.

Quando, finalmente, a Lara nasceu, às 08:55, lembro que falei: Aleluia! Graças a Deus! rs. Logo eu poderia liberar o obstetra apressado.

O Ricardo cortou o cordão umbilical após parar de pulsar conforme estava descrito no plano:

- Cortar o cordão umbilical depois de ter parado de pulsar, meu marido irá fazer o corte.




Ela nasceu com 2.460 kg e não foi considerada prematura. Que bom! tive a oportunidade de ficar com ela logo em seguida.

Não tive laceração e não precisou um ponto sequer. Isso prova que a episiotomia precisa ser usada realmente quando é necessária e não como um procedimento padrão.

Sempre que vejo o vídeo abaixo tenho vontade de chorar. Papai não conseguia nem sorrir neste momento. O parto precisava ser assim? 



Eu, aos poucos, vou esquecendo. Afinal de contas, até tive um parto natural sem intervenções. Mas, o emocional teve muita intervenção. Acho que não tenho mais coragem de ter um filho nessa instituição. Traumatizou!

A nossa Lara mamou na primeira hora de vida. Momento feliz e que tanto esperei. Já treinei junto com o apoio da Eloiza a pega correta. Quando ela começou a sugar senti cólicas, item importante para a expulsão da placenta.


Produzindo Ocitocina: o hormônio do amor

  • Dequitação da placenta
Neste momento eu soube que eu tinha um "defeitinho de natureza", palavras do obstetra. Segundo ele a placenta ficou retida no útero e que precisaria fazer uma curagem. Já havia passado 25 minutos do nascimento da Lara, antes disso o obstetra já havia ameaçado com a história do centro cirúrgico, que se não saísse em tanto tempo teria que separar eu e a Lara para fazer o procedimento com anestesia geral. A Eloiza não aguentou e perguntou: "Você não usa ocitocina intramuscular?" Ele respondeu que não ia adiantar e falou várias coisas que não conseguimos entender, mas a seringa estava ali, ao lado da tesoura que ele queria usar pra episiotomia.

Na sala de curagem, já sem a Eloiza que não podia mais me acompanhar, perguntei ao médico se o "defeitinho" poderia ser devido a videolaparoscopia para retirada dos focos da Endometriose um ano atrás. Ele disse que não e não quis mais comentar sobre o assunto. 

Eu fiquei curiosa para saber qual era o meu problema. Mas, por fim, agradeci a ele pelo trabalho realizado e ele saiu sem falar nada.

Mas, depois percebi algo bastante estranho no meu prontuário. Lá diz que o RN (recém nascido) não amamentou. Porém, a foto acima deixa bem claro o contrário. A Lara foi amamentada na primeira hora de vida, sim.

Foto do meu prontuário
No prontuário do RN diz que houve amamentação, com boa pega e sucção eficaz. Isso mesmo! Lembro dos treinamos da pega e dela sugando, tanto é que senti cólicas logo em seguida. 

Foto do prontuário da Lara

Na carteirinha da Lara também consta aleitamento materno na primeira hora de vida.

Foto da carteirinha da Lara

Por que consta no meu prontuário que o RN não amamentou?!

Fui para a sala de curagem e o Ricardo foi com a Lara para o berço aquecido. Eu fiquei triste, queria ficar com ela o tempo todo, mas precisava realizar o procedimento para retirar toda a placenta. Recebi anestesia peridural. O procedimento levou poucos minutos e depois fui para a sala de recuperação. Lá fiquei com o Ricardo e com a Lara no meu peito, pele com pele. Que momento!


Fiquei horas nessa sala, queria levantar, me alimentar, mas tinha que esperar o efeito da anestesia passar. Quando fui para o quarto, estava me sentindo muito bem. Nada de dor e curtindo com o marido e a nossa filha.

O atendimento das enfermeiras em geral foi bom. Sempre que precisava de qualquer ajuda, lá estavam elas me auxiliando. Agradeço a toda a equipe do alojamento pelo apoio.

As enfermeiras dos três turnos me perguntaram se eu era a "Tatiane do Parto Humanizado", "Tatiane da Doula", se a "Doula era de Florianópolis", "O que era Doula?". 

É tão incomum um parto desses no hospital? 
E agora, com o Parto Humanizado, isso será mudado?

No post Escolha do local do parto fiz a seguinte pergunta para instituição escolhida:

Sobre o Plano de Parto, é aceito tranquilamente pelos Obstetras?

Não tive o retorno a tempo, pois a Lara veio um pouco antes. A resposta está acima, não preciso nem comentar.

Enquanto estava no alojamento participei de uma pesquisa, sobre a indicação do parto humanizado nessa instituição. Disse que só indicaria para uma amiga somente se tivesse o acompanhamento de uma doula e com um plano de parto. Não sei se gostou da resposta, mas respondi conforme a minha experiência. Se eu não tivesse todo o apoio da Eloiza, com certeza sofreria várias intervenções no parto ou mesmo poderia terminar com uma cesárea.

Resumindo, o meu parto eu considero ele como natural, mesmo com a retenção da placenta, onde foi necessário a curetagem. Não tive perfusão de soro, analgesia, episiotomia... períneo manteve-se íntegro, sem laceração, sem um ponto sequer, provando que a episiotomia não deveria ser um procedimento padrão. Recebi alimentação como sucos e gelatinas, fundamental para ter energia para o parto. Pena que no momento da expulsão a chance do parto humanizado acabou.

Não posso deixar de agradecer a Doula Eloiza, sem ela, nem teria chance desse parto natural. Ela me deu a oportunidade de conhecer o verdadeiro parto. Saber como a natureza funciona no corpo de uma mulher, algo esquecido. Pena que levei azar de ter um obstetra apressado e sem muita paciência na hora do parto.

Eloiza, muito obrigada.

Ricardo, obrigada por dividir as dores do parto comigo.


"Para mudar o mundo, primeiro é preciso mudar a forma de nascer" 
Michel Odent


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Post editado 08/09/2015:
O parto não acabou, deixaram restos de placenta após a curetagem.
Continua no post: Restos Placentários Pós Parto

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Crédito imagens e vídeo: Eloiza


Fonte:
Mais amor, por favor – Humanização na saúde e método Canguru
http://pediatriadescomplicada.com/2015/06/08/mais-amor-por-favor-humanizacao-na-saude-e-metodo-canguru/


Grupo de Apoio: Gestativa
Grupo de apoio a gestação, parto e puerpério.Em prol da humanização do parto e empoderamento das mulheres e famílias. Com encontros presenciais e gratuitos.


Mais informações sobre parto:

Livros:
Parto normal ou cesárea? - Simone Grilo Diniz e Ana Cristina Duarte
Parto ativo - Janet Balaskas
Parto com amor - Luciana Benatti e Marcelo Min

Filme:
O Renascimento do parto

Artigo:
Assistência ao segundo e terceiro períodos do trabalho de parto baseada em evidências
http://www.febrasgo.org.br/site/wp-content/uploads/2013/05/Feminav38n11_583-591.pdf
Atente para o item "Manejo ativo da dequitação"

Sites:

12 comentários:

  1. Como ja havia dito, não aguentei e fucei o berçário virtual...Só posso crer que os planos de Deus são enormes pra vcs!
    Dificuldades desde o início da sua gravidez. Parabens vc e a Lara são guerreiras, lutaram até o fim para estarem juntas ! Parabéns pela família linda e forte que Deus te deu! Karla

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    1. Obrigada Karla pelo carinho.
      Realmente é uma luta, mas valeu a pena toda a luta até aqui. Agora começa uma nova etapa. Com muitos desafios.
      A Lara é linda, boazinha, me enche de alegria todos os dias e só tenho agradecer a Deus por esse presente. Nem tudo que planejamos ocorre do jeito que queremos.

      Abraços
      Tatiane

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  2. Leve isso para frente Tatiane, isso é um absurdo. Um hospital como a Unimed fazer um absurdo desses, ligue para imprensa e coloque eles para se explicarem. A Unimed Joinville já foi bem melhor tati

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    1. Melhor não. Eu só quis um parto natural dentro de um ambiente hospitalar com uma doula, só isso. Não quero reviver tudo de novo. Só quero lembrar dos momentos bons do nascimento da Lara. Teve dois advogados querendo pegar meu caso, mas eu não quis. Também eu tenho medo, temo pelo minha família e por mim. Pelo meu marido teria excluído o blog. Ele acha que podemos sofrer consequências em compartilhar o parto.

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  3. Respostas
    1. Estamos juntos nesta briga!
      Vida de marido e pai é isso.

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  4. Absurdo é contratar uma doula em vez do obstetra, e ainda fazer com que o médico do plantão escute pérolas como OCITOCINA INTRA MUSCULAR EM RETENÇÃO PLACENTÁRIA!! Doula na maioria das vezes , só atrapalha e dá palpites em situações graves onde ela não tem a minima competência para atuar!! PARTO É ATO MÉDICO SUJEITO A EMERGÊNCIAS GRAVES, devendo ser conduzido por OBSTETRA!!!?

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    1. Motivos pelo qual escolhi ter uma doula e fazer o parto no ambiente hospitalar:

      1 - Quem faz o parto sou e a Lara, não o obstetra e muito menos a doula. A arte de parir é milenar, o bebê vai nascer, a natureza é assim.
      2 - A escolha do ambiente hospitalar é justamente se tiver uma emergência na hora do parto, já estou lugar certo e com profissionais competentes.
      3 - Meu plano de saúde contempla atendimento na obstetria do hospital e lá tem obstetras competentes (assim esperamos) para atender na hora do parto.
      4 - Pagar para o obstetra "fazer" o meu parto é ilegal, ele já está recebendo do plano de saúde fazer o parto. Ele estaria recebendo duas vezes. Isso é legal?
      5 - Durante todo o pré-natal o obstetra nunca me falou nada sobre o que é um parto. As perguntas eram respondidas secamente. Ele não queria que eu soubesse o que é um parto de verdade. Por que não posso saber?
      6 - A doula recebe um valor simbólico comparado com a taxa extra que o obstetra cobra. Não sou rica para bancar um obstetra fora do meu plano de saúde.
      7 - Foi com a profissional Doula que entendi o que é um parto, as fases, as alterações hormonais, o porque de cada coisa.
      8 - Foi com a Doula que eu soube o que é ocitocina sintética, enema, manobra de kristeller, episiotomia...
      9 - Com a doula eu soube a hora correta de ir para o hospital, evitando ir e vindo do hospital.
      10 - De acordo Organização Mundial da Saúde fala que a doula fornece apoio emocional, consistindo de elogios, reafirmação, medidas para aumentar o conforto materno, contato físico como friccionar as costas da parturiente e segurar suas mãos, explicações sobre o que está acontecendo durante o trabalho de parto e uma presença amiga constante. Sem dúvida, ela foi super importante durante o parto. O obstetra só apareceu no final e nada mais.
      11 - Eu queria deixar a natureza agir, sentir meu corpo, viver esse momento. Afinal de contas, eu não estava doente, pelo contrário, estava muito saudável gerando uma vida.
      12 - A seringa ocitocina estava ali, ao lado da tesoura que ele queria usar pra episiotomia. Devia ter algum motivo, não acha? Emergência no parto? Será que não deveria ter usado no meu caso?
      13 - A placenta leva horas para sair, sei de casos que levou mais de 2 horas. No meu caso, com 25 minutos já tive ameaças do centro cirúrgico, porque o obstetra tinha pressa e mais coisas que prefiro não comentar.
      14 - Meu parto foi sim conduzido por um obstetra, eu estava no hospital e foi do jeito que ele queria. Só no momento da ausência dele que a Doula e meu marido me ajudaram. Quando ele entrou em cena que ele fez do jeito dele.
      15 - A vida é minha, tenho direito de saber e viver um parto. Deus fez a natureza perfeitamente, momento divino e não um comércio onde gera lucros bilionários em cima de um nascimento e faz das mulheres um produto em processo de fabricação. Colocam elas em linha de produção e todas devem seguir o mesmo ritmo, pois precisam faturar o máximo possível em menos tempo.

      Está a resposta para sua pergunta.

      Abs
      Tati

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    2. Com certeza não é assim tão simples! Que maravilha um parto normal sem ter nenhuma intervenção, mas as complicações acontecem e com certeza você é a Lara não resolvem sozinhas , aí a importância de um profissional e graças a isto existe uma redução significativa na taxa de mortalidade materno fetal.

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    3. Por isso, eu escolhi um ambiente hospitalar e neste local tinha uma equipe assistindo meu parto e preparados para qualquer emergência.
      A entrada da Doula foi autorizada uma semana antes pelo hospital, não foi nada ilegal.
      Não me canso de refletir o seguinte:
      Eu só queria um parto natural dentro de um ambiente hospitalar. Não queria ser forçada a pagar por uma cesárea. Infelizmente o Brasil é recordista mundial em cesarianas.
      O que está acontecendo com o corpo da mulher brasileira? O que difere das outras mulheres do planeta? O que pode estar ocorrendo?
      Contra os fatos é difícil negar a realidade.
      Eu tenho o direito de escolha, o corpo é meu, o parto era meu. Só o parto mais natural possível dentro de um ambiente hospitalar conforme a cobertura do plano de saúde. Nada mais!

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  5. Olá tati,
    só um parêntesis (estou chocada com a agressividade do "anonimo" aí de cima, mas enfim...)
    Encontrei teu blog por uma pesquisa no google, sou de Joinville também e gosto muito da idéia de parto humanizado porém ainda tenho aquele medinho e acho que ficaria mais segura se o parto fosse no hospital. Acontece que nem grávida estou ainda.. detalhes!! hehehe
    Mas queria começar a tentar e comecei a pesquisar sobre obstetras, como são os partos por aqui.. enfim.. só pesquisando mesmo. Li toooodo o seu relato, plano de parto, etc... achei tudo lindo e chorei com a sua frustração na hora do parto. Sem palavras =( Mas queria muito agradecer pelo seu relato, ele é esclarecedor e muito informativo. Parabéns pela coragem, pela iniciativa..A Lara tem uma mãe poderosa. Só tenho uma pergunta, você chegou a ir na maternidade Darcy Vargas? o que achou? tentaria um parto humanizado em casa?
    Obrigada..
    aDrii

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    Respostas
    1. Oi

      Fui no Darcy sim, por mim, o parto seria lá, mas a família queria a Unimed. No Darcy tem relatos de partos ruins e partos ótimos, depende da sua sorte da equipe que está trabalhando na hora. Eles estavam preparando uma ala para partos humanizados, não sei como está hoje.
      Pra mim parto é no hospital, na minha opinião acho arriscado um parto em casa, eu jamais tentaria em casa. Opinião pessoal.
      Hoje se engravidasse de novo nem sei qual obstetra iria me consultar. Ouvi falar bem da Dra. Vanessa Engelmann, acho que só particular, melhor pagar do que ter um "Dr" que me atendeu no parto da Lara. No momento eu optaria pela Dra Vanessa e a doula Eloiza de novo. Em Joinville é beeeem complicado em falar em "Parto Natural" ou "Parto Humanizado". Por mais que a Unimed vende o tal "Parto Natural", eu não confio ainda nesse serviço novo que estão vendendo. Acima mostra em detalhes a minha experiência. Percebi que quando leva fotografa junto no parto, existe um respeito melhor, porque tem provas. Mas para parto natural é fundamental a figura da doula, se não fosse a Eloiza, teria optado pela cesárea nos momentos finais.
      Mas tenho que ressaltar que os outros profissionais que me atenderam na Unimed foram ótimos. Só tive azar de ter no meu caminho um obstetra num mal dia.

      Acho muito legal a sua vontade de saber mais sobre partos mesmo antes de engravidar. Muito importante esse planejamento. A grande maioria nem pensa nisso, nem questiona, só aceita. Parabéns!!!

      Qualquer dúvida me escreva, ali no lado tem o formulário e manda um email para mim.

      Abraços
      Tati

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